quarta-feira, 30 de abril de 2008

Voz










Meus lábios ressequidos se nutriram da tua saliva

Que brotava de tua língua sôfrega e doce

Eu te bebia e te sugava na minha sede de fluidos

Um êxtase divino me dopava e invadia


Minha voz então vibrou no éter das eras esquecidas

Trouxe de volta a alquimia da mistura de todos os meus sons

Revolveu meu ser, desintegrou minha essência cósmica

Fez-me novamente vivo em meio à morte


Te cantei canções, declamei poemas

Prostrei-me a seus pés, beijei-os com paixão

Sussurrei segredos, falei-te dos meus medos

Que entorpecem minhas visões


Essa voz que te excita e arrepia cada fibra do seu ser

É minha voz que copula com tua alma

Em carícias sensuais que embriagam

E explodem em um gozo metafísico


Quero meus lábios sempre unidos aos teus

E quando não estiverem bebendo de tua essência

Que eles se movam impulsionados por uma força inexplicável

Articulando sempre três palavras – eu te amo.


De ๑ para Lótus

terça-feira, 29 de abril de 2008

Eu irei falar muitas vezes baixinho pra ti "EU TE AMO"


Caminhei desertos, amores. Em vales, rochedos, breu. Caminhei em verdes planícies, impopuláveis.
Chorei em tempestades de alma e corpo.
Terremotos.
Eram dias sem paz. O mar refletia, como sempre refletiu,
A solidão de meus dias amargos e o caos insano de suspiros próprios
do que eu acreditava na vida além daqui
Sim daqui..do meio de minhas tempestades
"Encontrei meu Sol"
Brilhando no meu silêncio abstrato!!
"De Lotús para Rá"

●๋• DOR ●๋•












A dor que machuca,

A dor que invade,

A dor que estripa,

A dor que queima,

A dor que angustia,

A dor que penetra,

A dor que rasga,

A dor que estraçalha,
A dor que mata,

É a mesma dor dos amantes,

Que não se vêem,

Que não se tocam,
Que não se exploram,

Que não se interam,

Dor maldita que não se extingüe,

Dor algoz que não se apieda,

Dor sádica que se compraz,

Dor doída que não mata,

Mas marca como ferro em brasa.


Prá você, meu amor.
SOL

segunda-feira, 28 de abril de 2008

●๋•"Somos o Sol e a Lua meu amor, que jamais podem se encontrar neste plano físico,●๋•"

Quando te sentires sozinho, sem rumo, sem marés…PROCURA-ME! Quando sobre a tua beleza baixar a névoa e teu coração enlouquecido se apertar de dor, PENSA EM MIM!...Quando os teus sons mágicos, inconfundíveis, únicos se entreabrirem num lindo sonho, e os teus braços se envolvam na solidão, CHAMA-ME…Quando vires este castelo erguido em mim a minha Alma a contemplar-te e a maresia te abandonar, ESPERA POR MIM…Desse imenso areal da tua vida, manda-me uma onda breve e solta com salpico de uma breve recordação e PENSA EM MIM...Quando a saudade pairar sobre ti e pensares que perdestes a tua beleza, INVADE-ME. “Porque ninguém conhece os caminhos dos ventos, nem as forças invisíveis que governam os processos da vida”.