sábado, 30 de agosto de 2008

Vago sem rumo entre a espuma dos dias e o luar azul dos sonhos. Escrevo-me numa neblina de palavras, rasgando as noites áh procura de ti!!


Viaja através de mim meu amor!!
Oculto no vagão dos meus sonhos
Seja como um passageiro clandestino
Ocupas meu leito vago sem pedir licença
Deixa-se escorrer como via láctea no meu corpo
E com tuas marcas rubras como sevícias de lobo
Sulca meus desejos !!
Morde minha nuca !!
Viaja no meu corpo e sobre dorso
Até os caminhos se cruzarem no meu ventre
E quanto aos teus desejos!?!
Derramas sobre mim demente
Abre o diário e lê-me
E possui o que resta
no veredicto do meu corpo
E com um resto de fôlego
beijo-me, aspira-me as razões!!
E que o silêncio não se faça gritante
Assim será nosso amor,
sem rumo no cais do desejo!!
De Esther (Lotús) para Carlos (Rá)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

๑ॐ pERDIÇÃO ๑ॐ




















Te amar me faz perder o Norte
Me faz andar em círculos
Explorador sem rumo
No labirinto do Minotauro
Perseguido e acuado como seu Teseu
Procuro pelo fio de Ariadne
Que me salvará a vida
E me conduzirá para a liberdade
Tu me libertas e me conduz
Nos meandros de sentimentos vorazes
Me encontro em braços que me consomem
E em mãos que me exploram
Essa boca me lambuza de manjares proibidos
Com olhares de tigreza famélica
Que pernas são essas a me enlaçarem
Num cativeiro de excitação incontrolável
Buscando a cópula suprema
Os sentidos aguçados
Os prazeres mais intensos
O gozo mais lúdico e definitivo
Tudo isso é teu amor, paixão e desejo
Em que me perco e me acho em cada lua
Já deixei de ser eu para ser algo mais complexo
Cada vez mais desejo teu sexo, teu ósculo, amplexo
Não mais quero ser eu
Desejo doravante ser NÓS.

De ๑ॐ Carlos ๑ॐ para Esther [Lótus]

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Quem dera ter os amplexos dos teus contornos morenos, capazes de dar complexos até no formoso Apolo"

Sem ti!
sou panal sem mel
charco sem água
carícia sem pele
canção sem garganta
Sem ti...que mundo vazio!
Sou pedaço ôco
Vagueando neste mundo louco
sem rumo, sem estio
Onde todas as vagas açoitam
E acuada num dia verguio
Espero-te...
Onde meus sonhos pernoitam
Sem ti, o meu eu não está completo
Pois tua existência que antes ignorava
Agora me é essencial.
DE MIM PARA TI MEU AMOR

terça-feira, 17 de junho de 2008

๑ॐ Desertos ๑ॐ
















Quando o Sol não mais aparecer no horizonte, depois de uma noite longa de trevas,
Quando cada ser vivente deste plano de existência deixar de respirar,
Quando já nenhuma flor brotar e os desertos levarem solidão e tédio ao quatro cantos do mundo, é que deixarei de te amar.

Porque saberei com todos esses sinais de desolação, que não haverá mais esperança e a vida será uma imensa dimensão do nada.
MINHA VIDA INTEIRA TE ESPEREI PARA TE AMAR. E TE AMAREI ATÉ MEU ÚLTIMO INSTANTE...
amo amar você

De ๑ॐ Rá ๑ॐ para Lótus

sábado, 24 de maio de 2008

"Perdoe - me amor meu,pela impaciência de meus dias, que amanhecem mais cedo, de meus tambores silenciosos."


Perdoe-me amor meu por meus erros gramaticais, pelos versos impacientes que tropeçam nas esquinas das palavras e nas metáforas dos verbos. Por essas flores de outono que se lançam a morrer ao vento e que das folhagens das árvores se agitam e se curvam aos pés de tua sentença. Pelo pálido exalar desses versos que se iluminam e se enrodilham na persistência de tua lembrança, na sede de tua graça e na fome de meu bem querer. Perdoe - me amor meu perdoe – me por naufragar - me meus olhos em tua boca oceânica e pela chuva de teus cabelos sobre meu olhar extasiado. Pelo feitiço de tua graça Perdoe – me amor meu perdoe – me por incendiar - me na primavera de teu sorriso e dela colher a flor mais bela, ou quiçá , também não estás acostumado com os mistérios da lua que esconde - se ilhada no céu de tua boca, nem com a dança dessas palavras que revoam agitadas entre fontes e jardins. Perdoe - me amor meu pela impaciência de meus dias que amanhecem mais cedo de meus tambores silenciosos. Pelo ritmo tortuos o dessas ondas que singram os oceanos e que precipitam - se apressadas nas batidas de meu coração. Pela melodia de meus olhos de teus olhos tão distantes.Ah! amor meu!!.

" De mim para meu amor"

terça-feira, 20 de maio de 2008

๑ॐ aLMA gITANA ๑ॐ

Noite pulverizada de estrelas cintilantes,

Lua cheia, farol de enamorados e amantes

Relva molhada, deito e contemplo constelações

Que a nau do tempo se esqueceu de datar

Sem que eu me aperceba

Junto ao meu corpo cansado e entregue


Um fogo me envolve e aquece

Deitada a meu lado, fitando-me com paixão

A mulher dos sonhos do poeta

Tez morena, olhos negros como a noite

Sorriso encantador em boca de deusa

É a cigana que baila no crepitar das fogueiras

Movendo seu corpo ao som dos violinos

Dançando a dança da vida

Convida a fitar em seu olhar

O encantamento das serpentes

Enfeitiça, prende e conquista

Se perde quem nele se estanca

O vinho rega os sentidos

Sacia bocas sedentas

Irriga as pulsações das paixões

Alimenta o desejo dos solitários

E a cigana baila

Sabe que é cobiçada

Sabe que é desejada

Seu corpo serpenteia

Por todas as paixões

Mas dança para um só

Aquele que arrebatou-a

Roubou seu coração

Roubou-lhe um beijo

Roubou seu âmago

E ela se deita a seu lado

Sua boca treme por um beijo

Sua saliva busca outra boca

Ele cede a qualquer apelo

Na relva molhada, bocas inundadas

De saliva e desejo

Tudo por um beijo

Tudo por um beijo

aLMA gITANA é seu nome

Seu cigano a completa

Seu amor é só dele

E o amor dele é só dela.


Para você, meu amor, em seu aniversário.
19/5/2008

De ๑ॐ Rá ๑ॐ para Lótus

sábado, 10 de maio de 2008

●๋•Acorda-me de mim para que a vida sopre nos tubos onde a música começa dá-me o amor somente para sempre●๋•



Suspirei e olhei dentro de seus olhos negros: lágrimas escondiam-se ali, e nos meus olhos um intenso desalento, Nas mãos gestos vagos, Na alma a melodia amena de um piano solitario que soleva os acordes em sublime simetria entre a música e a saudade....

" PARA NOS DOIS"

๑ॐ Abandono ๑ॐ๑













Minha alma abandonou meu corpo
O casulo está vazio e a Nymphalidae está morta
Seu corpo inerte jaz espatifado em poeira de deserto
Ninguém se lembrará, nunca, jamais, em tempo algum...

Servirá de alimento a predadores preguiçosos?
Adubará a aridez das areias andantes e estéreis?
Não, seu cadáver irá mumificar-se nos sais
Retrato de morte, esquecimento, indigência.

Viveu? Segundos de esperança.
Sentiu? Momentos de agonia.
Nos derradeiros segundos,
Intermináveis,
Eternos,
Estáticos,
Sentiu o congelar do luar,
E lembrou-se da utopia do amanhecer.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

๑ॐ Barreiras ๑ॐ๑


Nosso amor venceu barreiras

Tempo, espaço, distâncias

Derrotou exércitos, matou quimeras

Como Belerofonte, montado em Pégasus

Em um feroz combate a tudo e a todos


Os milênios nos levaram em jornadas

De prantos e sorrisos incontáveis

Mas nossa essência permaneceu fortificada

Pelas lembranças de felicidade alcançada


Quantos corpos habitamos,

Quanta falta lamentamos,

Quanto pranto enxugamos,

Agora, temos novamente um ao outro

Agora, matamos nossa sede bebendo em nossas bocas,

Agora, a felicidade dos deuses habita nossas almas saciadas


De ๑ para Lótus

quarta-feira, 7 de maio de 2008

"Preciso habituar-me ao eco dos teus passos nessa casa deserta"


Esperando pela tua chegada
Fiquei aqui sentada a um canto,
Sobre esta luz ténue e aconchegante
Em uma cama em desalinho
me sentei, sombria, muda, os olhos imóveis
cravados na parade.
Quanto tempo estive assim?
Não sei; quanto tempo fiquei nesse vazio!
já expirava a luz, e na varanda nascia sol.
Não sei tão-pouco em tão terríveis horas
em que pensava ou que passou por mim;
recordo só que chorei e blasfemei
e que naquela noite envelheci.
# DE MIM PARA TI AMOR#

domingo, 4 de maio de 2008

๑ॐ Astro-rei ๑ॐ๑








Minha energia invade teu ser

Alimento-te com minhas irradiações

Minha luz clareia tuas trilhas e veredas

Reflete tua tez suave que dá encanto a tudo

Meu calor te acalenta, acaricia e dá-te vida

Minha superfície se revolve em explosões

Mantendo-me vivo e vibrante

Esperança de vida para muitos

Mas a força que me mantém

As labaredas que me queimam

Vêm do teu peito em chamas

Do sentimento que nutres

Dos pensamentos que tu emanas

Do olhar que lanças atormentado

Em direção ao meu amor

Combustível supremo

Do meu luminar eterno

Sou teu Sol

Existo pra ti

De
๑ para Lótus

sábado, 3 de maio de 2008

"O luar que molha as colunas dóricas de minha saudade"


Ergui-me ao vento na tua procura
Fundi um abraço com o sol da tua ternura
Modelei o amor com as palavras mais belas
Curso de errante espírito na tua procura
Porque o pensamento é voo de milhafre
Aprisionado em gaiola de palavras
O infinito e o incomensurável
Volto ao encontro das tuas profundas lembranças
Para ti que me visitaste
Ao longo das eras
Ofereço-te uma prenda singela
Uma estrela de mil cores
Roubei-a do firmamento
Deposito-a na tua mão!!


"Mágico beijo para meu amor Rá"

sexta-feira, 2 de maio de 2008

"Quero o doce hálito da tua boca"



●๋•Estás tão longe de mim que viajo até à nobreza do teu decoro de velas, suspensa num feixe de luz, Seus dedos longos -com arte-
me livram dos papeis e dos laços,
da roupa e do disfarce,
assim me exponho feita e iluminada Tua●๋•
AMO-TE IMENSO
" De Lotús para Rá "

๑ॐ๑ O OLHAR ๑ॐ๑







Nas brumas do tempo vislumbro um horizonte longínquo

Que contém uma mistura de poeira e rajadas de vento

Tento em vão enxergar através das sombras em movimento

O chocar de nuvens desenha traços de medo na escuridão


Do caos surge um vulto que volita acima das rochas

Envolto em pura seda de energia e luz

Só consigo encarar seus olhos faiscantes

De um brilho intenso e argentino


És tu Flor de Kush, Flór de Lótus

Que emerge mais uma vez dos pântanos

Trazendo a pureza das sublimações de todas as essências

Sanando o insanável e purificando o impuro


Ante tua beleza e majestade enlouqueço

Pedindo aos deuses no último minuto de sanidade

Memorizar no inconsciente tal lampejo

Para que louco varrido possa lembrar a simples pureza do olhar


De
๑ para Lótus

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Saudade do gosto do seu pensamento na minha garganta sã"


Segui tortuosos passos infindos.Você seguia reto, destino traçado. Colorido! Poeira vermelha em meus passos. Flores de lótus que se abrem em seu caminhar. E eu perdida entre qualquer rastro. Fechava os olhos. Observava: levou-me para eternidades e você estava ali pintei o mistério na escuridão dos seus olhos, transtorna o brilho amálgamada minh'alma, afoguei cores no vermelho que ressuscitaram outras algumas deitaram-se na pele e em feixes de luz na mornura do seu peito ouvi melodias que não se repetiriam jamais suas mãos nas minhas costas as costelas apertadas na sua carne homem porque espírito circulante meus seios suspendidos de seus segredos, mansos dentro do seu laço aquele passo único que dei
"Na sua Írís luminosa!

(DE LOTÚS PARA RÁ)

" AMO-TE"



quarta-feira, 30 de abril de 2008

Voz










Meus lábios ressequidos se nutriram da tua saliva

Que brotava de tua língua sôfrega e doce

Eu te bebia e te sugava na minha sede de fluidos

Um êxtase divino me dopava e invadia


Minha voz então vibrou no éter das eras esquecidas

Trouxe de volta a alquimia da mistura de todos os meus sons

Revolveu meu ser, desintegrou minha essência cósmica

Fez-me novamente vivo em meio à morte


Te cantei canções, declamei poemas

Prostrei-me a seus pés, beijei-os com paixão

Sussurrei segredos, falei-te dos meus medos

Que entorpecem minhas visões


Essa voz que te excita e arrepia cada fibra do seu ser

É minha voz que copula com tua alma

Em carícias sensuais que embriagam

E explodem em um gozo metafísico


Quero meus lábios sempre unidos aos teus

E quando não estiverem bebendo de tua essência

Que eles se movam impulsionados por uma força inexplicável

Articulando sempre três palavras – eu te amo.


De ๑ para Lótus

terça-feira, 29 de abril de 2008

Eu irei falar muitas vezes baixinho pra ti "EU TE AMO"


Caminhei desertos, amores. Em vales, rochedos, breu. Caminhei em verdes planícies, impopuláveis.
Chorei em tempestades de alma e corpo.
Terremotos.
Eram dias sem paz. O mar refletia, como sempre refletiu,
A solidão de meus dias amargos e o caos insano de suspiros próprios
do que eu acreditava na vida além daqui
Sim daqui..do meio de minhas tempestades
"Encontrei meu Sol"
Brilhando no meu silêncio abstrato!!
"De Lotús para Rá"

●๋• DOR ●๋•












A dor que machuca,

A dor que invade,

A dor que estripa,

A dor que queima,

A dor que angustia,

A dor que penetra,

A dor que rasga,

A dor que estraçalha,
A dor que mata,

É a mesma dor dos amantes,

Que não se vêem,

Que não se tocam,
Que não se exploram,

Que não se interam,

Dor maldita que não se extingüe,

Dor algoz que não se apieda,

Dor sádica que se compraz,

Dor doída que não mata,

Mas marca como ferro em brasa.


Prá você, meu amor.
SOL

segunda-feira, 28 de abril de 2008

●๋•"Somos o Sol e a Lua meu amor, que jamais podem se encontrar neste plano físico,●๋•"

Quando te sentires sozinho, sem rumo, sem marés…PROCURA-ME! Quando sobre a tua beleza baixar a névoa e teu coração enlouquecido se apertar de dor, PENSA EM MIM!...Quando os teus sons mágicos, inconfundíveis, únicos se entreabrirem num lindo sonho, e os teus braços se envolvam na solidão, CHAMA-ME…Quando vires este castelo erguido em mim a minha Alma a contemplar-te e a maresia te abandonar, ESPERA POR MIM…Desse imenso areal da tua vida, manda-me uma onda breve e solta com salpico de uma breve recordação e PENSA EM MIM...Quando a saudade pairar sobre ti e pensares que perdestes a tua beleza, INVADE-ME. “Porque ninguém conhece os caminhos dos ventos, nem as forças invisíveis que governam os processos da vida”.